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Poema Algum basta
Autor: Maria Amélia Dalvi
Editora: Cousa
Avaliação:
R$ 45,00 á vista
Em até 4 de 11.25 s/juros
Quantidade:
Código: 9788595780798
Categoria: Baía de Vitória
Descrição Saiba mais informações
"O azul do mar não sabe que o miramos / vendo ali uma paz apenas imaginada", escreve Maria Amélia Dalvi em "Manguinhos", que integra este bem-vindo volume inaugural de sua poesia. O compromisso de Poema algum basta parece estar entre a aceitação de um vivo que é minimo no mundo e o lembrete incisivo da imensa responsabilidade que, não obstante, também é do humano. O azul do mar não sabe que o miramos. Nós, por outro lado, sabemos.
É assim que, diante do buraco negro do universo, a poeta sugere: "leia livros chocantes na pracinha, / torne a escola um lugar divertido e performe textos indecentes na piscina." Mais: olhe para a trajetória das balas perdidas, para os humanos desumanizados pelo trabalho, para muros e hidrelétricas, para a KKK e a TFP, para as muitas caras da intolerância. E berre, porque o instante insiste. Mas venha também, via poesia, compartilhar um simples banho de chuva ou de mar, um instante de levitação ou, vá lá, transcendência: um banho que limpe tudo (e "que Ulisses, o tosco / cujo terreno é a guerra, / se amarre, se dane"). Mais do que ser, a maravilha de estar. Haverá outra?
Poema algum basta, mas que fundamentais eles são, os poemas, nesse seu "golpe de peso, pena": fundamentais quando, num mundo doente de superfície, apontam para o que o narcísico reflexo ignora. Fundamentais quando operam ora como sinal de "pare" (e olhe ao redor, pense, contemple), ora como sinal de "siga" (não na inércia do rebanho, mas por madura opção). É, parece-me, o que Maria Amélia Dalvi propõe que façamos na companhia destes extraordinários versos que, se não bastam, ainda assim transformam, como toda poesia necessária e viva.
Adriana Lisboa
| Acabamento | Brochura |
|---|---|
| Páginas | 100 |
| Formato | 13 x 21 |
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